Histórico

O desenvolvimento de biótipos de plantas daninhas resistentes a herbicidas é uma preocupação de toda a comunidade interessada na produção agrícola: agricultores, consultores, autoridades e indústria.

De um modo geral essa resistência não se limita a um produto específico, mas tende a abranger todos os produtos com mecanismos de ação semelhantes.

Por isso, dentro da Federação Global de Proteção de Plantas = GCPF (anteriormente GIFAP), formou-se em 1989 um grupo de especialistas, ligados à indústria, denominado Herbicide Resistance Action Committee = HRAC.

O HRAC é reconhecido como organismo consultor pela Organização de Agricultura e Alimentação (FAO) e pela Organização Mundial de Saúde (WHO) das Nações Unidas.

São objetivos do HRAC:

  • Incentivar atitudes responsáveis no uso de herbicidas.
  • Apoiar o estabelecimento de grupos de trabalho em países ou regiões.
  • Promover um melhor entendimento sobre as causas e resultados da resistência a herbicidas.
  • Apoiar trabalhos para definir bases técnicas de estratégias de manejo de resistências.
  • Comunicar essas estratégias e encorajar sua implementação como diretrizes práticas.
  • Ajudar a definir barreiras que impeçam agricultores de usar práticas que favorecem o desenvolvimento de resistências e encontrar soluções apropriadas.
  • Buscar colaboração ativa com pesquisadores públicos e privados, especialmente nas áreas de identificação de problemas e definir estratégias de manejo.
  • Facilitar a comunicação entre representantes da indústria.

O HRAC apoia a criação de grupos nacionais que tenham os mesmos objetivos.

No Brasil foi constituído um grupo denominado Associação Brasileira de Ação a Resistência de Plantas a Herbicidas. Por afinidade com o HRAC internacional, essa associação usa o logotipo de HRAC-BR.